MPRS lança campanha "Eu Falo por Elas" – Unindo vozes contra a violência de gênero
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) lançou na manhã desta sexta-feira, 7 de março, a campanha "Eu Falo por Elas" – Unindo vozes contra a violência de gênero. Desenvolvida pelo Gabinete de Comunicação Social (GabCom) da instituição, juntamente com o Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (CAOVCM), a campanha conta com depoimentos de personalidades femininas que emprestam sua força e sua voz para ler relatos reais de mulheres que sofreram violência, ecoando suas histórias e rompendo o ciclo do silêncio.
Em sua fala, o procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, lembrou que a violência contra a mulher é uma realidade inaceitável. Mesmo assim, todos os dias, milhares de mulheres têm suas vidas marcadas por agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais. “Muitas dessas histórias permaneciam silenciadas, escondidas pelo medo, pela vergonha ou pela falta de apoio. Hoje estamos aqui pra dizer com toda convicção: Basta! Chega! O Ministério Público é a voz de quem foi silenciado”, disse o PGJ.
“A campanha ‘Eu falo por elas’ nasce da necessidade de romper esse silêncio, imposto a tantas mulheres que não denunciam seus agressores por medo, dependência econômica, dependência emocional, ausência de redes de apoio ou falta de perspectiva de justiça. Hoje damos voz a essas mulheres, amplificamos as suas histórias e mostramos que elas não estão sozinhas”, disse, na mesma linha, a promotora de Justiça Ivana Battaglin, coordenadora do CAOEVCM.
Ainda, conforme a jornalista Roberta Salinet Alvarez, coordenadora do GabCom e idealizadora da campanha, “a comunicação pública desempenha um papel fundamental nas campanhas de enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio, na conscientização da sociedade sobre a gravidade do problema e na importância de combatê-lo, promovendo educação, mobilização social, engajamento das instituições, mudança cultural e, principalmente, trazendo informações às vítimas”.
Participam da campanha, as jornalistas, empresárias, artistas e influenciadoras digitais Patrícia Parenza, Patrícia Pontalti, Bruna Colossi, Xuxa Pires, Deise Nunes, Valéria Barcellos e Tathiane Araújo.
BANCO VERMELHO
Logo após o lançamento da campanha, aconteceu a inauguração do Banco Vermelho do Ministério Público. “Essa ação vai muito além de um mero objeto físico. Ela representa a memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas e o compromisso solene da nossa instituição e da sociedade em buscar a erradicação dessa forma da violência”, disse o procurador-geral de Justiça.
Conforme Ivana Battaglin, o banco é itinerante e mostra que a luta contra a violência de gênero deve estar presente em todos os espaços. “Visível, permanente e inegociável. E é por isso que o banco será levado a diversos prédios do Ministério Público do Rio Grande do Sul com essa mensagem”, explica.
A iniciativa dos bancos vermelhos surgiu na Itália, espalhando-se por diversos países. Recentemente, uma lei federal veio dispor sobre a sua utilização também no Brasil.
A inauguração do banco aconteceu no espaço do Memorial do MP, onde ocorre a exposição “Meu bem, meu mal – 10 anos de arte sobre violência doméstica”, da artista visual gaúcha Graça Craidy.