Cachoeirinha: acusado pelo MPRS é condenado a 40 anos de prisão por tentar matar PMs durante fuga em veículo roubado
Um acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenado na terça-feira, 11 de março, pelo Tribunal do Júri em Cachoeirinha, por tentar matar quatro policiais militares durante fuga em carro roubado e por outros dois fatos delituosos. O criminoso, que se encontra preso, recebeu uma pena de 40 anos, três meses e 27 dias de prisão e mais sete meses de detenção, com cumprimento inicial em regime fechado.
Conforme a denúncia do MPRS, no dia 9 de março do ano passado, no Bairro Granja Esperança, o criminoso usou um simulacro de arma de fogo para roubar o veículo de uma mulher em via pública. Este foi o primeiro crime pelo qual ele foi condenado pelo júri. Após o assalto e mandar a mulher sair do carro, ele fugiu levando também o celular da vítima. A Brigada Militar foi acionada e houve uma abordagem inicial, o que ele não acatou e fugiu em alta velocidade.
Quando os agentes conseguiram abordar o fugitivo, após perseguição, ele conduziu o veículo de maneira agressiva em direção a eles e suas viaturas. Na ocasião, houve disparos de arma de fogo, as motocicletas dos agentes foram atingidas pelo carro e um PM ficou ferido. As qualificadoras das quatro tentativas de homicídio são: garantir impunidade de outro delito e contra autoridades policiais durante o exercício de suas funções. Além do crime conexo de roubo, o réu também foi condenado por resistência aos policiais.
O promotor de Justiça Caio Isola de Aro atuou na acusação pelo MPRS: “a comunidade de Cachoeirinha, em votação unânime a 30 quesitos, confirmou que não tolera a violência urbana, em especial contra policiais no exercício de suas funções, refutando a desavergonhada tentativa defensiva de, invertendo os papéis, colocar os policiais militares no banco dos réus. O resultado do julgamento não deixa de ser uma homenagem a toda Brigada Militar, que perdeu nesta semana o policial Luis Fernando Lusi, atropelado e morto por um criminoso em fuga".