Porto Alegre: vai a júri na terça-feira padrasto denunciado pelo MPRS por estuprar e matar bebê de um ano
Na terça-feira, dia 25 de fevereiro, na 4ª Vara do Júri do Foro Central, em Porto Alegre, será julgado o padrasto, de 23 anos, denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por ter estuprado e matado a enteada, um bebê de um ano de idade. Os crimes ocorreram no dia 5 de fevereiro do ano passado em uma casa no Bairro Lomba do Pinheiro, Zona Leste da Capital.
O criminoso, que foi preso em flagrante e segue recolhido no sistema prisional, namorava a mãe da menina havia cerca de seis meses quando os fatos ocorreram. Conforme a denúncia do MPRS, ele se aproveitou do fato do bebê estar a seus cuidados, na casa da irmã dele, para praticar o abuso sexual, bem como, para desferir golpes e asfixiar a vítima. A criança chegou a ser encaminhada, desacordada, para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A acusação pelo MPRS será feita pelos promotores de Justiça Eugênio Paes Amorim e Maura Lelis Guimarães Goulart.
“No julgamento desta terça-feira nós teremos a oportunidade de conhecer, experimentar, viver, o mais intenso da maldade humana. Uma menina de um ano estuprada e violentada pelo padrasto. É difícil de compreender que um ser humano possa fazer isso, principalmente para quem não atua em júris. Mas para quem é da área sabe que na sua essência, o ser humano pode ser mau e faz coisas difíceis de se acreditar contra, por exemplo, a natureza, os animais e até mesmo contra a sua própria espécie. Por isso, o MPRS vai atuar no júri para que este réu seja condenado com a pena máxima”, destacou Eugênio Paes Amorim.
CRIMES
O réu responde pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado. As qualificadoras são motivo torpe, por empregar sadismo em meio à prática sexual; mediante asfixia; emprego de tortura, devido sequência de agressões e inúmeros ferimentos; dissimulação, com o pretexto de cuidar do bebê; recurso que dificultou a defesa da vítima, já que a menina foi brutalmente agredida enquanto estava sob os cuidados dele, padrasto, na casa de uma irmã e sem a possibilidade de reação ou sem que terceiros pudessem intervir; feminicídio por questões de gênero; contra menor de 14 anos de idade e ainda por deter autoridade sobre a vítima.