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Dados pessoais


Foto:

Nome

Francisco da Silva Tavares

Nascimento:

05/08/1844

Naturalidade:

Bagé

UF:

RS

Observações:

1. Francisco da Silva Tavares nasceu a 5 de agosto de 1844 em Bagé, sendo o 17º filho de João da Silva Tavares, Visconde com Grandeza de Cerro Alegre, e de Umbelina Nunes, Viscondessa de Cerro Alegre;
2. Em 1864 ingressou no curso de Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito de São Paulo, dita do Largo São Francisco, onde se formou bacharel em Direito em 1868, aos 24 anos de idade;
3. Regressando ao Rio Grande do Sul, filiou-se ao Partido Conservador, sendo eleito deputado da Assembléia Legislativa Provincial na 14ª Legislatura, de 1871 a 1872. Tornou a ser eleito para Assembléia Provincial na 17ª Legislatura, de 1877 a 1878 e nas 21ª, 22ª e 23ª Legislaturas, de 1883 a 1888, sempre pelo Partido Conservador, convivendo com Gaspar Silveira Martins, do Partido Liberal. A 19 de abril de 1888 é proclamado chefe do Partido Conservador no Rio Grande do Sul. Em 8 de julho de 1889 divulgou manifesto em que se declara republicano. A 19 do mesmo mês seu irmão, o General joca Tavares, também adere à idéia de república e renuncia ao título nobiliárquico de Barão do Itaqui. Na Legislatura seguinte, de 1889, que foi interrompida pela Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, Francisco já estava no Partido Republicano Rio-Grandense (PRR). Foi Representante do Rio Grande do Sul na Câmara dos Deputados, na 20ª Legislatura, de 1886 a 1889, acumulando pois as funções de Deputado à Assembléia Provincial;
4. Sobre sua atividade legislativa no Império, foram divulgadas algumas intervenções suas nas coletâneas de Discursos Parlamentares da Assembléia Legislativa da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Na sessão de 24 de dezembro de 1883, externa sua inteligência e cultura num discurso a favor do imposto direto, em determinado momento defendendo que as terras incultas devam ser taxadas com maior ônus que as cultivadas. Outros discursos, em favor do desenvolvimento industrial, são feitos em 19 de abril de 1871, e em 27 de dezembro de 1883. A 26 de março de 1884, pronuncia um interessante discurso contra o Partido Liberal, onde polemiza com Silveira Martins;
5. Proclamada a República, foi nomeado, pelo Presidente Deodoro da Fonseca, primeiro Vice-Governador. O telegrama do chefe do Governo Provisório é de 5 de maio de 1890: "Governo espera que aceiteis cargo primeiro Vice-Governador e que entreis logo em exercício. Deodoro".
Assumindo o governo do Estado, montou o secretariado com pessoas de sua confiança. Desde o primeiro momento os castilhistas se manifestaram contra Tavares. No dia 13 de maio, a pretexto de comemorar o aniversário da abolição da escravatura houve um atrito entre populares simpatizantes de Castilhos e a polícia, com o tiroteio, sendo ferido o castilhista Barros Cassal. Sabe-se que, depois disso, Castlhos esteve acompanhado de correligionários no Colégio Militar. Mais adiante alunas da Escola, apoiados pelas forças militares regulares dirigiram-se para o Palácio, onde o Governador Tavares estava reunido com auxiliares e o representante das forças armadas. Na falta de apoio, Tavares passou o governo para o general Carlos Machado de Bittencourt, comandante de armas, sendo enviado um telegrama ao marechal Deodoro da Fonseca. Houve um pequeno atrito, pois o general queria que se declarasse que aceitaria o governo para evitar derramamento de sangue, e Silva Tavares quis que se dissesse que ele não podia contar com os dois batalhões que se tinham reunido à Escola Militar e marchavam contra o Palácio.
A demissão de Silva Tavares, que solicitou insistentemente, só foi concedida por Deodoro, seu velho amigo e correligionário no tempo do Império, a 21 de junho de 1890;
7. Durante a Revolução Federalista de 1893, foi importante líder e articulador civil;
6. Francisco da Silva Tavares faleceu em Bagé, a 18 de novembro de 1901, onde foi sepultado, contando 57 anos de idade.

Gênero

Masculino

Fonte

MELLO, Abdon de. Ministério Público Rio-Grandense. Subsídios para a sua história. Porto Alegre: Oficinas Gráficas da Imprensa Oficial, 1943; AITA, Carmen & AXT, Gunter (orgs). Parlamentares Gaúchos das Cortes de Lisboa aos nossos dias. Porto Alegre: Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul/Corag, 1996; FRANCO, Sérgio da Costa. Gaúchos na Academia de Direito de São Paulo no Século XIX. In: Revista Justiça & História/Centro de Memória do Judiciário Gaúcho. - V. 1, n. 1 e 2. Porto Alegre: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Departamento de Artes Gráficas, 2001; Francisco da Silva Tavares, João Nunes da Silva Tavares; organização de Coralio Bragança Pardo Cabeda, Gunter Axt e Ricardo Vaz Seelig. Diário da Revolução de 1893. Porto Alegre: Procuradoria-Geral de Justiça, Projeto Memória, 2004.

Escolaridade

Bacharel em Direito

Universidade

Faculdade de Direito de São Paulo

Vem do Judiciário

Não

Foi para o Judiciário

Não

Atividade Funcional


Posse Nomeação Cargo Comarca transito
04/01/1869 Promotor Público Bagé
10/12/1874 Promotor Público Bagé

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